domingo, 4 de novembro de 2018

Se hoje fosse um dia de sol





Se hoje fosse um dia de sol, talvez a minha dúvida entre usar caneta ou lápis para redigir este texto fosse mais simples ou descomplicada de resolver do que realmente foi na minha mente. Não me querendo iludir, pois acho que foi a decisão mais acertada mas demorei muito tempo para me aperceber que tipo de utensílio de escrita usar.

Se hoje fosse um dia de sol, talvez não teria acordado as 11:17 mas sim às 11:00, como o meu maldito despertador me alertou.

Se hoje fosse um dia de sol, talvez não me tivesse atrasado para a aula da 13:00 porque, pronto, estava so1.

Se hoje fosse um dia de sol, talvez teria prestado mais atenção ao contexto paisagístico do exterior do que propriamente ao funcionário público que astutamente falou sobre planos de comunicação e mercados (dá para perceber que não reti grande coisa).

Se hoje fosse um dia de sol, não teria usado o pára-brisas porque não estaria a chover.

Ah!! O sol é uma estrela magnífica, talvez porque não podemos olhar para ele, senão magoamo-nos.

Talvez, se hoje fosse um dia de sol, certamente teria acordado mais bem-disposto mas ao fim ao cabo seria apenas mais um dia da vida de um simples sujeito como tantos outros.


Hugo Mendes

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