Se hoje fosse um dia de
sol, talvez a minha dúvida entre usar caneta ou lápis para redigir este texto
fosse mais simples ou descomplicada de resolver do que realmente foi na minha
mente. Não me querendo iludir, pois acho que foi a decisão mais acertada mas
demorei muito tempo para me aperceber que tipo de utensílio de escrita usar.
Se hoje fosse um dia de
sol, talvez não teria acordado as 11:17 mas sim às 11:00, como o meu maldito
despertador me alertou.
Se hoje fosse um dia de
sol, talvez não me tivesse atrasado para a aula da 13:00 porque, pronto, estava
so1.
Se hoje fosse um dia de
sol, talvez teria prestado mais atenção ao contexto paisagístico do exterior do
que propriamente ao funcionário público que astutamente falou sobre planos de
comunicação e mercados (dá para perceber que não reti grande coisa).
Se hoje fosse um dia de
sol, não teria usado o pára-brisas porque não estaria a chover.
Ah!! O sol é uma estrela magnífica,
talvez porque não podemos olhar para ele, senão magoamo-nos.
Talvez, se hoje fosse um
dia de sol, certamente teria acordado mais bem-disposto mas ao fim ao cabo
seria apenas mais um dia da vida de um simples sujeito como tantos outros.
Hugo Mendes
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