Carta a um futuro incerto
Eras tu a mãe que deixou a filha na creche, só porque a viste crescer no urbano holocausto em que te foste queimando ?
Eras tu o marido das lutas de braços marcados pelo odor do viscoso cimento que te aprisiona os pulmões numa ânsia de grito ?
Recorda-te lá: demos as balas aos corpos nos estilhaços do ganha-pão diário.
E sobrevivemos tão-só nos abraços dos outros.
Diz não à opressão, luta pela humanização.
O teu local de trabalho precisa de ti.
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